Tratamento Espiritual. O que é?

Antes de entrar no assunto propriamente, eu acho interessante esclarecer alguns conceitos para quem não os conhece. Sem o conhecimento prévio do assunto quem é leigo no que se relaciona a coisa da espiritualidade, cria para si conceitos errôneos ou até mesmo preconceitos sem qualquer fundamento em qualquer doutrina ou filosofia.

O primeiro conceito que é importante conhecer é o de Mundo Espiritual.

O que é o Mundo Espiritual?

O mundo Espiritual é o mundo pré-existente ao nosso e é o local onde se encontram os Espíritos. O mundo Espiritual existe desde toda a eternidade e persistira por toda a eternidade. É um mundo que não pode ser destruído por que também é Infinito. É para lá que vamos todas as noites quando dormimos e retornamos de lá quando acordamos.Portanto neste Mundo pré-existente há Espíritos de pessoas que já partiram de nosso Mundo físico e há Espíritos de pessoas que ainda se encontram vivendo ainda aqui em nosso planeta.

O que é o Mundo Físico?

O Mundo físico é o Mundo onde vivemos quando estamos associados a um corpo Físico, corpo este que é próprio a cada fase evolutiva em que nos encontramos. Por exemplo, hoje estamos associados a corpos físicos com aparência de seres humanos, como conhecemos, mas em outros tempos como na época dos homens das cavernas. Se considerarmos a evolução do Espírito (e podemos nos incluir como espíritos em evolução que passaram por todas estas fases) desde que foi criado por Deus, passando a evoluir desde o mineral, passando pelo reino vegetal, antes de atingir o animal e conseqüentemente a fase de humanidade, nós experimentamos todas estas anteriores como forma de aprendizado. Os animais possuem corpos físicos de acordo com seu grau de consciência de si mesmo e de inteligência, mas são fases anteriores as que nos encontramos hoje, pois aquelas são fases que já conhecemos por já termos passados por elas.

Espírito. O que é?

Existem muitos conceitos relacionados ao significado desta palavra, de acordo com determinadas culturas ou religiões, mas para evitar confusões de conceitos nós vamos considerar os conceitos Espíritas, que ao nosso ver são simples e de fácil entendimento e que mais vai ao encontro de nossa razão. leia mais »

Marcel Benedeti é escritor espírita e é também medico veterinario.

Este blog tem por objetivo esclarecer as pessoas sobre os animais quanto a serem espíritos em evolução que necessitam de nossa compreensão e auxilio em suas jornadas espirituais rumo a fase de humanidade. Neste blog nós divulgamos pesquisas recentes mostrando as pessoas que eles, os animais, sã seres sensíveis e inteligentes, além de outras informações que visam nos orientar no sentido de ampara-los.

Entretanto em nenhum momento nos dispomos a fazer consultas veterinárias via internet ou dar orientações médicas.

As pessoas que acreditaram que nosso objetivo era outro que não o de divulgar fatos relativos a espiritualidade dos animais, nos perdoem por não termos sido claros o suficiente.

Assim pedimos as pessoas que nos visitam que estamos à disposição para esclarecer dúvidas sobre a espiritualidade dos animais.

Obrigado.

Marcel Benedeti

Animais acompanham a palestra com os seus tutores antes do passe.

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Centro espírita na Zona Norte de SP cuida de animais
Tratamento espiritual, no entanto, não dispensa ida ao veterinário.

Segue link da reportagem publicado no site g1.com.br neste Domingo, dia 08 de feereiro, sobre a ASSEAMA.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL990935-5605,00.html


O frango do jantar

O senhor Herculano Pires era um famoso cientista e estudioso de fenômenos paranormais. Ele era conhecido por suas atitudes humanistas e por sua sensibilidade com os animais. Para ele, era inadmissível alguém maltratar um animal por qualquer que fosse o motivo. Para Herculano Pires, ninguém deveria se alimentar de animais por entender que eles são nossos irmãos menores que necessitam de nossa proteção e compaixão. Herculano sofreu por ser vegetariano inclusive dentro da própria família, que não o compreendia. Sendo totalmente contra se alimentar de animais, ensinou seus filhos a seguirem seus passos. No entanto, como dissemos, outros familiares não compartilhavam de seu ponto de vista e não dispensavam um prato contendo carnes.

Certo dia, Herculano recebeu a notícia de que uma parenta viria visitá-lo e era sabido que seu prato favorito era frango assado. A preocupação da família era grande em não parecer rude deixando de servir um prato agradável à visitante. A família se reuniu para resolver o problema, mas nenhuma solução parecia ser suficiente para satisfazer a visita sem que algum animal sofresse por culpa deles. O pai, seguro de que não serviria carne de nenhum tipo, achou que poderia resolver o problema e recomendou aos filhos que se acalmassem, pois nenhuma vida seria tirada em função daquele jantar e daquela visita.

Finalmente o dia chegou, a parenta estava por chegar e, como fora combinado, haveria um jantar especial à visitante que não os via há muitos anos. A mulher chegou carregada de malas, dando a entender que passaria ali vários dias. Depois de alguns momentos de conversas para relembrar os velhos tempos, o jantar estava sendo servido. Herculano pediu licença e se ausentou por um instante, deixando os filhos fazendo companhia à visita.

Depois de instantes, o pai surgiu na sala convidando a todos para que sentassem à mesa da cozinha para o jantar. A visitante estava faminta e mal podia esperar pelo frango assado de que tanto gostava e esperava ser bem servida.

Todos se sentaram e por toda a mesa somente eram vistos alimentos vegetarianos, e nenhum sinal de frango podia ser notado. A mulher coçou a cabeça, parecendo perturbada com a falta de algum pedaço de carne que a satisfizesse. Todos se serviram e, pedindo a permissão da visitante, serviram-se de generosas porções de sopas, saladas e diversos pratos vegetarianos. A mulher, por fim, perdeu a inibição e perguntou pelo frango que deveria ser servido como de costume na família. Como resposta, Herculano logo veio sem evasivas: “Sirva-se! Fique à vontade. O frango está aí mesmo”. Herculano apontou para um canto da mesa. A mulher olhou e olhou para o canto da mesa e nada viu que lembrasse ser um frango. “Mas não vejo frango algum!”, disse a mulher.

Herculano sorriu e levantou a toalha, deixando à vista um pequeno frango de pescoço pelado que estava amarrado ao pé da mesa, ciscando e bicando o chão despreocupadamente.

“O frango está ai mesmo. Pode se servir à vontade”, repetiu ele. A mulher obviamente não quis matar a ave e não comeu o frango. Desde aquele dia, para a mulher, comer frango não pareceu mais ter o mesmo atrativo.

Questão de solidariedade

A noite estava muito fria. Era uma das noites mais frias do inverno de 2006. Não admira que nas televisões e outdoors diversas campanhas de solidariedade eram veiculadas a fim de estimular as pessoas a dividirem com os menos afortunados os seus casacos e cobertores. O frio era intenso e o inverno parecia que seria um dos mais rigorosos dos últimos anos. Apesar dos apelos da mídia em favor dos desfavorecidos, muitos ainda enfrentavam as baixas temperaturas sem qualquer proteção. Algumas não sobreviviam.

Naquela noite, depois de assistir à televisão e sentir-se tocada pelos apelos de solidariedade, uma ouvinte de nosso programa semanal de rádio pensou em querer ajudar alguém que passasse frio e, não perdendo tempo, selecionou um cobertor e daria ao primeiro necessitado que encontrasse. Parecendo que o destino já houvesse escrito algo para ela, a mulher ouviu alguns sons do lado de fora de casa. Era um senhor que vivia de recolher entulhos nas ruas para vender como sucata. Ele arrastava uma pequena carroça abarrotada de retalhos de papéis, diversas latas de alumínio e outros materiais recicláveis, que eram o seu ganha-pão. Como companhia um cão fiel o cercava.

O homem estacionou o seu veículo em um canto da rua e retirou do meio dos entulhos um pedaço de papelão, que a mulher percebeu que seria usado como um cobertor. Forrando o chão com outro pedaço, à guisa de um colchão, o homem se enrolou todo e adormeceu. O cão, por sua vez, adquiriu uma postura de guarda. Sentado de prontidão, preparado para defender o seu amigo que o alimentava e o amava e sua carga valiosa, ele estava disposto a enfrentar qualquer perigo. Parecendo desconfiado de tudo, ele olhava para todos os lados a fim de avaliar qualquer possibilidade de perigo ao seu amigo adormecido. Por vários minutos o cão permaneceu de prontidão, mas o sono também o pegou. Seus olhos pareciam pesados demais e, parecendo não mais tão atento, acabou por adormecer ao lado do amigo.

Enrodilhado, enfiava o focinho entre as pernas e a cauda para aquecer-se. A julgar pelo frio daquela noite, o chão onde o cão dormia sem qualquer proteção deveria estar gelado. A senhora se sentiu na obrigação de proteger o animal daquela noite fria e, pegando o cobertor que ela havia reservado para dar ao primeiro necessitado que encontrasse, ela atravessou a rua e cobriu o cão. O canino sequer se mexeu e continuou a ressonar. Satisfeita por sua boa ação, a mulher voltou para casa e, curiosa por saber se o cão ainda estava bem protegido, olhou pela janela embaçada e se surpreendeu com o que viu…

O cão havia acordado e se levantou. Parecia surpreso por estar coberto. Ele olhou para o cobertor e para o amigo adormecido. Em seguida agarrando com os dentes o tecido felpudo do cobertor, o arrastou até onde estava o amigo, que se enrolava em papelões e o cobriu, deitando-se ao lado e dormiu mais feliz desta vez.

Certa noite eu estava fazendo uma palestra sobre a Espiritualidade dos animais para pessoas na cidade de Osasco. O assunto da palestra chamou a atenção, pois o tema central era a sobrevivência da alma dos animais depois da morte do corpo físico. Apresentamos diversos argumentos que mostravam, por meio de observações científicas, a possibilidade dessa sobrevivência. Ao final da palestra algumas pessoas nos cercaram para comentar sobre o assunto abordado e nos contar sobre diversas situações vividas por elas e que envolviam talvez um contato com espíritos de animais. Um destas nos contou que voltava tarde da noite do trabalho depois de cumprir horas extras. Era quase uma hora da manhã. A maioria das pessoas já dormia e as ruas estavam completamente desertas e silenciosas. O grande temor era o de algum assalto. Pessoa muito religiosa, pedia a Deus que não permitisse que nenhum gatuno se aproximasse dela enquanto tentava voltar para casa. Sua fé era inabalável, quero dizer, quase inabalável. O temor de ser assaltada se transformou em algo quase insuportável, quando um black-out tornou as ruas já desertas e silenciosas em ruas assustadoramente escuras. O medo de que algum assaltante se aproximasse se tornou quase um pesadelo, pois ela teria que andar cerca de um quilômetro depois de descer do ônibus. Em plena escuridão o veículo se aproximava do ponto onde deveria descer. Apenas as luzes dos faróis do coletivo iluminavam o local. As preces fervorosas de pedidos de auxílio por sua segurança se tornaram desesperadas. Enfim é preciso descer da condução e seguir para casa. “Seja o que Deus quiser…” – pensou ela.

Ao descer do ônibus, um cão de porte grande estava sentado calmamente como se aguardasse por alguém. O cão parecia conhecê-la, pois abanou a cauda alegremente como se encontrasse um velho amigo. Sem medo algum, ela afagou a cabeça do cão e seguiu em frente a caminho de casa. O cão latiu e a acompanhou por vários metros e às vezes corria por um instante para aguardar a aproximação do amigo. Assim ambos caminharam juntos enquanto ela agradecia por Deus permitir que um cão a protegesse. Depois de quase dez minutos de caminhada em total escuridão, finalmente a casa estava próxima. O cão parecia sorrir ao amigo que já não demonstrava qualquer temor. O portão rangeu ao ser aberto. Ao se voltar para agradecer ao cão pela companhia, misteriosamente ele não mais estava lá. Não havia qualquer sinal dele por perto. Teria sido apenas imaginação?

Salvo por elas

Quando algumas pessoas se deparam com um bife em seu prato, em geral não se dão conta de qual é a origem daquele alimento e nem se o animal que perdeu a vida em função de tal capricho gastronômico tinha consciência ou não de todo o sofrimento a que foi exposto. 

Um amigo nos contou que, durante o período de adolescência, trabalhou em uma fazenda como tratador de bovinos de uma raça produtora de leite. Sua função era cuidar bem deles, alimentando e evitando que os parasitas os infestassem. Sua dedicação era obviamente percebida pelos animais.

Entretanto as vacas que declinavam sua produção leiteira, em função da idade, eram enviadas ao abate para que o lucro fosse constante, aproveitando até mesmo o último suspiro do pobre animal. 

O rapaz era filho de um dos colonos da fazenda e não tinha escolha.  Ele deveria cumprir suas funções de trabalhador da fazenda, sem se questionar sobre o que seria correto ou não e repetidas vezes ele era também o responsável por enviar os animais velhos e de baixa produção ao abate. Mesmo contrariado, o rapaz cumpria as ordens do patrão.

Certo dia, o rapaz se dirigia ao abrigo onde o leite era retirado sem perceber que era observado por olhos que lhe dirigiam certo ódio e rancor. Era um velho touro que sabia, de algum modo, que o rapaz seria o seu algoz, como já fora de outros animais. O velho touro parecia saber das funções do garoto e, tomado de um ódio incontrolado, investiu contra o rapaz, que de repente estava encurralado entre cercas de arame farpado e mourões altos, tendo diante de si um animal bravio. Não havia alternativa exceto tentar fugir das possíveis chifradas do animal vingativo; entretanto o rapaz foi alcançado e, com um rápido mover de cabeça, o touro o arremessou a vários metros. O menino se estatelou no chão e, por instantes, perdeu os sentidos. Ao voltar a si, se surpreendeu. Ele estava rodeado por diversas vacas que o protegiam do touro, formando um círculo vivo. O touro bufava de ódio entre as fêmeas tentando alcançá-lo, mas, parecendo que sabiam o que estavam fazendo, elas o conduziram, sem desfazer o círculo, até um local seguro e longe do touro. O rapaz jamais esqueceu desse fato, que aconteceu há mais de sessenta anos e, quando conta este “causo”, seus olhos se enchem de lágrimas ao se lembrar de que deve sua vida a esses animais que, não raras vezes, dão demonstrações de inteligência e sentimentos nobres.